quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Novas formas de sentir o mundo

Somos conscientes da necessidade de mudanças, porém, ao nos atentarmos constantemente aos nossos anseios efêmeros, perdemos a sensibilidade de entender que o conserto para as falhas existentes no mundo também mudam. Por isso nos sentimos tão desconfortáveis e injustiçados diante de um novo sistema que requer um pensamento aberto, e um posicionamento capaz de lidar com novas propostas. Tememos não nos reconhecer durante o processo de modificação, ou perdermos os holofotes que nos cegam, e nos levam a acreditar que o problema não é tão nosso. É como se estivéssemos resistindo ao recurso que temos para protagonizar o crescimento conjunto da sociedade. Assim, experiências envolvendo o sensível comumente nos levam além de nossas zonas de conforto. Perceber o mundo de maneira diferente mexe com ideias objetivas que já foram reproduzidas tantas vezes, a ponto de beirarmos acreditar que sempre foram nossas.  Por isso, o aproveitamento da interdisciplinaridade  desse componente tão inovador, requer uma rendição a possibilidade de se identificar com formas inusitadas de expressão e conhecimento. Tem sido, acima das críticas existentes, interessante desaprender conceitos para moldar saberes. E acredito que com o aprimoramento (e reconhecimento) da função desse novo espaço de discussão que nos é oferecido, nosso campo de visão se alargará tanto quanto o nosso potencial de reinventar a composição ultrapassada do nosso cenário social.

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