Somos
conscientes da necessidade de mudanças, porém, ao nos atentarmos constantemente
aos nossos anseios efêmeros, perdemos a sensibilidade de entender que o
conserto para as falhas existentes no mundo também mudam. Por isso nos sentimos
tão desconfortáveis e injustiçados diante de um novo sistema que requer um
pensamento aberto, e um posicionamento capaz de lidar com novas propostas.
Tememos não nos reconhecer durante o processo de modificação, ou perdermos os
holofotes que nos cegam, e nos levam a acreditar que o problema não é tão
nosso. É como se estivéssemos resistindo ao recurso que temos para protagonizar
o crescimento conjunto da sociedade. Assim, experiências envolvendo o sensível
comumente nos levam além de nossas zonas de conforto. Perceber o mundo de
maneira diferente mexe com ideias objetivas que já foram reproduzidas tantas
vezes, a ponto de beirarmos acreditar que sempre foram nossas. Por isso, o aproveitamento
da interdisciplinaridade desse componente tão inovador, requer
uma rendição a possibilidade de se identificar com formas inusitadas de
expressão e conhecimento. Tem sido, acima das críticas existentes, interessante
desaprender conceitos para moldar saberes. E acredito que com o aprimoramento
(e reconhecimento) da função desse novo espaço de discussão que nos é
oferecido, nosso campo de visão se alargará tanto quanto o nosso potencial de
reinventar a composição ultrapassada do nosso cenário social.
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